quarta-feira, 30 de abril de 2014

Como convidar alguém para ir à Igreja?


Primeiro passo é largarmos de nossos preconceitos e amar à todos sem distinção, assim como Jesus fazia.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sexta-feira da Paixão: JESUS, ABANDONADO ATÉ POR DEUS!

     
  Hoje, dia 18 de abril de 2014, Sexta-feira da Paixão, nos convida a refletir sobre o Cordeiro Pascal que foi imolado em nosso lugar. Em meio à tantas propagandas de produtos de chocolates e de supermercados Brasil a fora, acaba se perdendo o real motivo da Páscoa, Jesus que foi morto por nós, para que pudéssemos ser livres. Tanto o Primeiro Testamento quanto o Segundo, estão repletos de textos de esperança e renovação de nossa fé, referente à Paixão de Cristo. Tema hoje que vem rendendo vários milhões de reais em espetáculos suntuosos e de mão-de-obra Super Star. E Jesus, onde fica nestes desvios todos? 

OS JUDEUS DESPREZAM JESUS

       No Primeiro Testamento, algumas profecias foram feitas a cerca do sacrifício de Jesus. Por volta de 800 a 1000 anos a.C. os textos sagrados já diziam que Jesus seria desprezado pelos homens: "Os reis da terra tomam posição e os governantes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu ungido, e dizem: 'Façamos em pedaços as suas correntes, lancemos de nós as suas algemas!'" Salmos 2:2-3; e "Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima." Isaías 53:3. É no Segundo Testamento que temos o cumprimento destas profecias, como está escrito no Evangelho de João: "Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam." João 1:11 e "Eu vim em nome de meu Pai, e vocês não me aceitaram; mas, se outro vier em seu próprio nome, vocês o aceitarão." João 5:43.

OS DISCÍPULOS ABANDONAM JESUS

       Imagine não apenas ser desprezado pelos seus, mas também ser abandonados por seus melhores amigos no momento em que você mais precisa, em um momento de dor e solidão. Isso aconteceu com Jesus para que também se cumprissem o que os profetas disseram no passado. O primeiro foi Judas, um dos que Ele escolhera para ser seu discípulo: "Até o meu melhor amigo, em quem eu confiava e que partilhava do meu pão, voltou-se contra mim." Salmos 41:9 e "Então Judas Iscariotes, um dos Doze, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes a fim de lhes entregar Jesus." Marcos 14:10 
          Isso não aconteceu uma vez apenas. Podemos ainda destacar os exemplos dolorosos protagonizados por "Levante-se, ó espada, contra o meu pastor, contra o meu companheiro! ", declara o Senhor dos Exércitos. 'Fira o pastor, e as ovelhas se dispersarão, e voltarei minha mão para os pequeninos'". Zacarias 13:7 Sendo cumprida no seguinte trecho: "Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas". Então todos os discípulos o abandonaram e fugiram." Mateus 26:56 Todos os discípulos fugiram com medo de ser preso junto com Jesus, ao qual não esboçou nenhuma reação com a chegada de seus inquisitores. 

ATÉ DEUS ABANDONOU JESUS

          Já pensou que até Deus, isso mesmo, até o Pai de Jesus o abandonou na hora em que Ele estava agonizando na cruz. Isso o salmista já tinha previsto há mais ou menos 1000 anos antes da crucificação e a célebre frase é contada nos Evangelhos. O salmista disse certa vez: "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia?" Salmos 22:1 No Evangelho marcano, Jesus brada com o resto de suas forças antes de seu último batimento cardíaco: "Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: "Eloí, Eloí, lamá sabactâni? " que significa: "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?" Marcos 15:34

MAS LOGO DEUS?

             Você pode estar se perguntando: "mas que heresia é essa? Deus não faria isso com Jesus." Mas não sou eu que o digo, é a Bíblia. De fato Deus não mora onde o pecado reside e Jesus recebeu todos os nossos pecados de uma vez e foi moído por eles, para que a culpa não caísse em nós. Isso quem nos afirma é o Profeta Isaias há quase 600 ou 800 anos a.C.: "Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós." 
Isaías 53:5-6
              Jesus se fez maldito por amor de nós, aceitou a humilhação e martírio da morte de cruz que deveria ser reservada para nós, mas ele assumiu nossa culpa inteira. O apóstolo Paulo nos diz: "embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!" Filipenses 2:6-8
       Então, DEUS ABANDONOU JESUS NO INSTANTE QUE ELE ASSUMIU NOSSOS PECADOS PARA QUE ELE NÃO NOS REJEITASSE, assim Jesus aceitou ser rejeitado pelo Pai para que Ele nos aceitasse mediante o seu sangue. Com certeza, agora você não verá mais esta passagem da mesma forma. Entenda, Deus não aceita o pecado, e rejeitou seu único filho um instante de expiação universal para que através do castigo assumido por Jesus nós fôssemos libertos. Para concluir, Paulo afirma que "e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz." Colossenses 2:13-15

domingo, 13 de abril de 2014

LUTERO: Como os Cristãos devem lidar com Moisés (Parte I)

           
            Esta obra foi publicada como introdução teológica para a publicação em alemão sobre as prédicas de Lutero sobre o livro de Gênesis, de 1527. Também foi publicada antes da “Explicação sobre os Dez Mandamentos”, nas prédicas de Lutero a cerca do livro de Êxodo em 1524 e 1525. Seu objetivo é maior é fundamentar a leitura correta de Moisés, principalmente entre Lei e Evangelho, onde o que é Palavra de Deus para Israel e o que é Palavra de Deus para todas as criaturas.
            De fato o tema sobre Lei e Evangelho ganha muita força na teologia de Lutero, pois alguns nomes da Reforma, numa tentativa de utilizá-lo para fins de opressão ou de justificação do uso da violência em conflitos armados, como aconteceu na Guerra dos Camponeses em 1525, na região da Turíngia (um estado localizado no meio da Alemanha), força Lutero a elaborar uma distinção entre ambos os conceitos. Entretanto devemos compreender que Lutero não faz oposição entre Lei e Evangelho, mas define um e o outro como um dos fundamentos da teologia cristã reformada. A título de esclarecimento, Lutero desloca a situação da pessoa no Antigo para o Novo Testamento, onde no Primero Testamento a Lei mostra o pecado e destrói o pecador, porém já no Segundo Testamento a pessoa é conduzida pela Graça de Deus a fim de cumprir a Lei em Cristo.

            Segundo Lutero, Deus se pronunciou duas vezes publicamente trazendo sua mensagem para a humanidade. A primeira mediante Moisés para todo o povo hebreu, ao qual foi anunciado o Decálogo, era Deus apresentando sua Lei. A segunda vez, foi através de seu Filho Jesus Cristo e dos apóstolos (aqui através do Espírito Santo) para todos os povos anunciados a sua Palavra, era Deus apresentando o Evangelho. Segundo ele ainda, não houve e não haverá mais outra pregação pública direta dos céus, com grande poder e glória, que aqui são apresentados pelas palavras “magnificência” e “aparato exterior” como raios, trovões, nuvens etc. (cf. Ex. 20; At. 2,1). A terceira pregação pública de Deus, segundo Lutero, será na vinda de Cristo onde todos irão ouvir e estremecer diante da sua voz.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

LUTERO, Martinho. Obras Selecionadas. Vol. 8, tradução de Adolfo Schimidt, Eduardo Gross, Elisa L. Schulz, Luís H. Dreher, Walter O. Schlupp. São Leopoldo/ RS: Sinodal, Porto Alegre/RS: Concórdia Editora, 2003.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

DIACONIA: ATO EVANGÉLICO DE COMPROMISSO SOCIAL

Na Jornada Mundial da Juventude – JMJ no Rio de Janeiro em 2013, o papa Francisco chama atenção dos jovens católicos para o compromisso da evangelização. Aos líderes o pontífice instiga-os para saírem de suas paróquias, pois o povo está nas ruas, nos subúrbios e esse deveria ser o lugar dos católicos, no meio do povo que precisa ser visto com compaixão. Talvez o papa Francisco tenha lido o evangelho segundo São Marcos antes de vir ao Brasil.
O fato não se concentra nos religiosos católicos e sim dos cristãos em geral. Jesus ao responder o pedido dos discípulos para que a multidão fosse dispensada para suas casas para que cada um pudesse se alimentar, Jesus replica “Dai-lhes vós de comer” (Mc. 6.37a). Será que essa realidade não se repete hoje em dia? Jesus não quer que a multidão vá embora, porque elas não sabem para onde ir. Os discípulos queriam se livrar da multidão, enquanto Jesus imperativamente os chama a responsabilidade de cuidar das pessoas.
 A partir disso proponho a seguinte reflexão: Porque preferimos os que necessitam de ajuda bem longe de nós, mas dizemos que amamos estar na presença de Jesus? Existe aqui um antagonismo desolador. Os discípulos estavam com Jesus, mas não compreendiam o que isso implicava. Preferimos alimentar nossa religiosidade, assim como fazia os líderes judeus, ao nos comover com a situação do outro e ser impulsionado por este sentimento à uma ação energética como fazia Jesus de Nazaré. Porque não damos nós mesmos o pão? Jesus daria.
Diaconia é serviço e Jesus o fazia à olhos de todos, como ele mesmo afirmou que não
veio para ser servido e sim para servir (Mc 10.45b). Os discípulos não entendiam isso, e talvez o cristianismo como se dá hoje em dia não se interesse. Não é um serviço temporário como em desastres ambientais, acidentes etc. Jesus o fazia por apenas existir a exclusão. Dizer que é seguidor de Jesus é se engajar na luta contra as injustiças sociais em suas múltiplas formas, mas principalmente com o que temos, sendo pouco ou muito, mas podemos servir as pessoas que necessitam se houver compaixão em nós, assim como foi recolhido dentro o povo cinco pães e dois peixes e isso foi o suficiente para saciar a fome da multidão, assim podemos multiplicar o pouco em bastante ou em suficiente para amenizar a dor de quem não tem nada. Assim como o papa Francisco declarou para os católicos,e que declaro de forma mais geral: que possamos sair de nossas igrejas e ir ao encontro dos que necessitam encontrar um rumo, uma esperança, um sentido.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

JESUS, MARTIN LUTHER KING E OS EXCLUÍDOS

       
          Não quero nesta reflexão comparar Martin Luther King a Jesus, mas apontar as semelhanças entre ambos na luta pela causa pelo fim das injustiças sociais entre as pessoas. Abordar semelhanças nas ações, metodologia, ambiente social e público-alvo.

O discurso entre ambos é o que mais me chama atenção, pois se lermos os ditos de Jesus nos evangelhos e o de Martin L King em 1963, vemos que ambos se dirigem ao povo pobre, excluído e segregado – israelenses pela religiosidade oficial e norte-americanos pelo cor da pele – mas que despejam contra os líderes do povo sua insatisfação, compaixão e amor pelos pobres.
            Tanto Jesus quanto Martin defendem as causas do seu povo, não é o que poderíamos exemplificar como “um rico defendendo a causa do pobre, ou um branco lutando ao lado dos negros”. Aqui tanto um quanto o outro fazem parte do povo que eles representam. Jesus vindo da pobre Nazaré, ao norte de Israel que fazia fronteira com a Fenícia e a Síria, longe do centro político, econômico e religioso que era Jerusalém ao sul, representava todos os pobres de Israelenses, assim como ele o era. Martin nasceu em Atlanta, estado da Geórgia, sua família era composta por agricultores no sistema de arrendamento. Enquanto pastor batista por quarenta anos em plena crise da Depressão Americana, mobilizara a comunidade para impedir o fechamento da Igreja Batista Ebenezer, que o fez com sucesso. Com isso tornou-se influente entre os negros e certa parte dos homens brancos de Atlanta. Martin foi tão influente na política norte-americana que através de sua indicação à candidatura a presidência pelo partido democrata, Carter venceu as eleições em 1976. Todo este prestígio foi resultado de várias ações partindo da Geórgia, como a defesa da classe dos professores, exploração das empresas de transporte e direitos civis dos negros.
            Jesus e Martin L King usam uma metodologia semelhante para falar para seu povo e ser plenamente compreendido. Jesus usava as parábolas com símbolos comuns da cultura judaica como figueira, ramos, semeador, dracma, alqueire, dentre outras. Jesus utilizava palavras que estavam no dia-a-dia de seu povo, eram muitas vezes árvores, frutos, instrumentos de trabalho, móveis, fenômeno da natureza dentre outros. Em seu célebre discurso Martin L King utiliza-se de um vocabulário muito usado para a década de 1960, como por exemplo cheque, promissória, fundos insuficiente, verão/outono, xícara da amargura, dentre outros. Com certeza o povo americano sabia bem qual a importância do cheque para o cotidiano econômico da nação e as heranças do chá da tarde, típico de países colonizados pela Inglaterra.

            Apesar de épocas tumultuosos de defesa de direitos, Jesus e Martin L. King conviveram a sobra da violência e da repressão, tanto um quanto foram presos por tentarem chocar o estado com suas ideias de igualdade social, o primeiro morto pelo Estado romano e o segundo liberto pelo Estado americano. Mesmo assim ambos chamam seu ouvintes para a responsabilidade que tinham de promulgar a paz entre os homens. Martin em seu discurso clama para que brancos e negros se deem as mãos como irmãos e Jesus choca a sociedade judaica cuidando de samaritanos, fenício-sírios, romanos e judeus. Ambos não encintavam a violência entre seus seguidores, Martin em seu discurso deixa isso bem claro e Jesus ao repreender Pedro que atacara um soldado romano ao defender seu mestre, ou padecer na mãos de seus inimigos calado como relatam os evangelhos.

            Por fim, Jesus e Martin eram dois líderes religiosos de muita influência entre os seus e odiados pelos seus opositores. Martin liderava uma massa de homens negros e simpatizantes brancos inicialmente do sul das doze colônias, já Jesus desde sua terra, Nazaré ao norte de Israel até Jerusalém ao sul, congregava em torno de si uma grande multidão de adeptos e inimigos. Ambos eram religiosos, um era pastor e líder da denominação Batista Ebénezer e o outro chamado de rabi pelos seus ouvintes, título dado aos mestre da lei que ensinavam a palavra de Iahweh para o povo. Não dá para situá-los numa luta por justiça social fora de suas influências religiosas, neste contexto a religião serve de trampolim para Martin chegar a fazer esse famoso discurso em Washington e Jesus utiliza-se dos espaços sagrados para o judaísmo como o Templo de Jerusalém e as sinagogas espalhados por Israel onde curava e ensinava ao povo.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Jesus ressuscitou, meu amigo

QUERIDO AMIGO.

Que a Graça e a paz do Senhor Jesus esteja contigo.

         Por meio desta carta gostaria de lhe esclarecer da parte do Senhor Jesus temas que te interessarão e que sei que te inquietam, como acerca da ressurreição do nosso Senhor.
         Sabemos que as Escrituras Sagradas bem falam a cerca da ressurreição do nosso Senhor Jesus e que os Apóstolos Pedro e o que Jesus amava, pela referência João, além das mulheres que fizeram parte do seu ministério terreno foram as primeiras testemunhas oculares. Cristo ao ressuscitar fez questão de anunciar às mulheres que participaram assim como os apóstolos do ministério do nosso Senhor como bem relata Mateus: E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram. Então Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão à Galileia, e lá me verão (Mt 28:9-10). Depois das mulheres os dois discípulos, Pedro e João (o que Jesus amava), viram o sepulcro aberto e os panos enrolados em outro lugar, como o evangelista João assim fala: Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte (Jo 20:6-7).
Nosso Senhor Jesus escolheu a Galileia como encontro para aparecer a todos os que o seguiam. O mais impressionante é que a Galileia foi onde ele inicia seu ministério terreno, de pregação do evangelho e de libertação da opressão vivida pelo povo mais pobre e excluído da sociedade imperial romana e da religiosidade nacional judia. Isso vemos nos relatos do evangelista Marcos que não viu a Jesus, mas que mesmo assim creu nele: Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis, como ele vos disse (Mc 16:7). O ministério peregrino de Cristo iniciara na Galileia onde Ele chama os primeiros discípulos Pedro e seu irmão André, além de João e seu irmão Tiago, que eram pescadores, e nesta região começou a proclamar o evangelho do reino, a ensinar nas sinagogas e a curar os enfermos. É também na Galileia que Jesus anuncia sua morte e ressurreição, mas seus discípulos não compreenderam se recordando destas palavras quando o anjo que estava no sepulcro os lembra como nos mostra outro evangelista que creu em Jesus sem o ter conhecido, Lucas: Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite. E lembraram-se das suas palavras (Lc 24:6-8).
Em discurso sobre Jesus Pedro afirma no Pentecostes que a morte não pôde impedir que Jesus voltasse à vida e que Deus não deixou seu filho apodrecer na sepultura, mas antes o ressuscitou e hoje está assentado a sua direita assim como está escrito: A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela (At 2:23-24). Paulo diante do rei Agripa e de todos os que queriam matar-lhe afirmou que a vinda de Jesus, sua morte e sua ressurreição dos mortos nada mais foi do que o cumprimento do que disseram Moisés e os profetas, como está registrado: Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, Isto é, que o Cristo devia padecer, e sendo o primeiro da ressurreição dentre os mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios (At 26:22-23).
       Escrevo-te estas coisas amigo para que compreendas que não é atual a descrença na ressurreição de Jesus Cristo e que os evangelistas e primeiros líderes da Igreja de Cristo se dedicaram a defender e a ensinar com suas próprias vidas e assim como Cristo ressuscitou iremos ressuscitar no último dia para vivermos de pleno gozo e alegria na presença do nosso Senhor. Todas essas palavras te sirvam para fortalecer sua fé em Jesus Cristo, hoje e sempre, amém!

sábado, 31 de agosto de 2013

JESUS e a tradição religiosa

Jesus e os fariseus
Desde o início do ministério de Jesus, como alguns teólogos atuais apontam, foi  um ministério de um pregador ambulante (no sentido de não fixar residência), onde provavelmente o Evangelho conforme Marcos seja o melhor meio de entender este ministério que ora questionava a administração romana opressiva, ora criticava a omissão dos líderes religiosos judeus, apresentado no contexto das curas, das viagens a localidades pobres e aos sermões de Jesus. Por menos vários personagens foram simplesmente esmagados pela repressão romana, mas aqui é diferente, é Deus agindo na história.
Os fariseus e doutores da Lei (que eram do partido dos fariseus) muito se incomodavam com as pregações de Jesus, principalmente da forma que ele mesmo se dizia ser, Filho do Homem, típico título escatológico judeu bem compreendido naquela época (encontramos esta referencia em Daniel 7). Jesus curava os enfermos, libertava dos cativos de espíritos imundos, perdoava pecados, anunciava um reino da parte de Deus onde todos podiam participar. Isso com certeza era bastante sério para a mentalidade dos poderosos judeus e romanos daquela ocasião. Roma temia as rebeliões em suas colônias (sempre inflamadas por algum líder popular) e os líderes religiosos que tinham criado um contexto de tradições a parte do que Deus tinha estabelecido para seu povo através dos patriarcas e profetas. Essas tradições eram mais importantes na prática religiosa cotidiana do que a própria Escritura Sagrada (esclarecendo que me refiro aos escritos da Lei, salmos e profetas principalmente lidos nas sinagogas).
Abaixo cito alguns exemplos desse embate entre os fariseus e doutores da Lei contra Jesus e seus discípulos:
Em Mateus 5.17 Jesus começa a esclarecer que não veio acabar com a Lei de Moisés tão sagrado para o judaísmo; em Marcos 7.1-13 Jesus responde com autoridade a críticas dos fariseus e doutores da Lei de costumes criados por homens e de se esquecerem dos mandamentos vindos de Deus (comer com as mãos sujas); em Lucas 6.1-5 Jesus se intitula "Senhor do sábado"; em João 2.13-21 Jesus esclarece a importância do Templo de Jerusalém que estava sendo profanado pelo comércio; ainda em Lucas 4.16-30 o relato reproduz o normal cotidiano dos judeus que viviam longe de Jerusalém e utilizavam a sinagoga como lugar de oração, leitura e estudo das Escrituras (Sinagoga de Nazaré), foram nessas sinagogas que muitas vezes Jesus ensinava ao povo.
Devemos ter cuidado com o que eu poderia chamar de "homem querendo falar por Deus". Neste contexto da época de Jesus, a mensagem de Deus foi gradualmente modificada para uma religiosidade alienadora de cumprimentos de rituais, sendo esses rituais religiosos resignificandos ou criados no decorrer do tempo. Desta forma a religião judaica serviu como uma ótima ferramenta de alienação de massa. Hoje em dia não é tão diferente, apenas com outros aspectos. Agora já podemos citar Karl Marx em sua frase bastante conhecida acerca da religião "como o ópio do povo". Enquanto Jesus libertava, o judaísmo aprisionava através da religiosidade. Atualmente as tradições e interpretações de símbolos antigos se mostra um ótimo negócio para as várias vertentes do cristianismo. A religiosidade se tornou mais importante do que a mensagem da cruz, totalmente deturpada e abandonada por muitos. 

Encerro esta reflexão com a dura crítica de Jesus aos religiosos judaizantes de sua época e que sirva de lição para nós atualmente: "Este povo com sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus." Marcos 7.6b e 7.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

JESUS, O RABI CONTRA A LEGALIDADE DA RELIGIÃO OFICIAL

         
  É intrigante ler os dois casos relatados no evangelho de Marcos, onde Jesus cura um endemoninhado na sinagoga e uma mulher enferma em seu lar. O fato intrigante está em ser a sinagoga local de culto, instrução e oração a Deus, onde o evangelista registra a presença de um homem fora de si, dominado por espíritos imundos, cativo de seu próprio entendimento, dentro de um lugar onde teoricamente deveria estar liberto. O mesmo acontece com a cura da filha de Jairo, um importante líder do judaísmo, que recorre ao Nazareno como última opção para manter sua filha viva, mesmo sabendo que isso ia de encontro aos seus preceitos religiosos. Em contrapartida a Sogra de Pedro curada de uma febre que lhe impossibilitava de viver normalmente, é curada longe da religiosidade legalista do judaísmo, onde prontamente logo que lhe é restabelecida a saúde, a mesma passa a servi-los, mesmo que seja a mesa a refeição, não há uma atitude de alienação por parte dela e sim de devoção. O mesmo acontece com a mulher do fluxo de sangue, que gastara todo o seu dinheiro com a medicina, mas que nada adiantara a não ser lhe arrancar seus provimentos. Pobre, ainda enferma, excluída pelo rótulo religioso de impura, teve ousadia de enfrentar uma multidão e tocar Jesus de maneira diferenciada ao ponto de fazê-lo interromper sua caminhada em busca de quem lhe teria tocado entre tantos apertos pela multidão. Esse é mais um registro da ação de Jesus longe da religiosidade oficial, sem paredes ou mestres na Lei, apenas Jesus e os que ansiavam por liberdade.
            Porém isso não implica num rompimento de Jesus com a religião oficial, pelo contrário, Jesus ensinava na Sinagoga para ensinar nos sábados. Um paradoxo para os religiosos do século I na Palestina. Jesus de Nazaré cumpria a religião e seus rituais, mas também se metia com pobres, publicanos, prostitutas, “impuros”, dentre outros mais excluídos da sociedade judaica. Não é difícil imaginar a indignação dos Escribas e Fariseus como uma pessoa podia ser tão contrário à religião oficial e ao mesmo tempo utilizar dos mesmos espaços físicos religiosos para ensinar e em dia santo. O diferencial era que Jesus pregava de forma livre diante das exigências religiosas, pois elas impediam a prática da essência da vontade de Deus que era promover a vida em qualquer circunstância, além de valorizar em suas pregações o valor das ações em defesa da vida.
            A missão central de Jesus era cuidar do seu povo, começando pela saúde e reintegrando-os a convivência social. Era eliminar o que excluía os mais pobres em detrimento as minorias mais ricas. Escolheu a Galileia por se tratar de um lugar muito pobre onde o julgo romano custava mais por acentuar a pobreza do lugar. Daí Jesus de Nazaré ser um missionário itinerante, andava por várias localidades pregando a salvação vinda de Deus e curando os enfermos, operando milagres, convertendo as pessoas (no sentido de provocar mudança em suas vidas para a garantia coletiva da vida).
            Jesus não prioriza os mais importantes da sociedade judaica, e sim os marginalizados, isso se evidencia quando observamos a mulher do fluxo de sangue que consegue parar a caminhada de Jesus à casa de Jairo, onde teve que esperar o Nazareno curar a mulher religiosamente impura para depois continuar seu trajeto até a casa do líder religioso. Partindo da consciência de que o Reino de Deus já se faz na história, Jesus reintegra as pessoas oprimidas à sociedade tanto com o corpo saudável quanto com a mente sã. Jesus então pode ser denominado como o Profeta do Reino de Deus, onde Deus revela seu amor e seu cuidado em favor dos mais oprimidos, os mais sofridos. Jesus de Nazaré gradualmente se tornara um líder sociorreligioso popular, que agia em função de garantir a vida aos mais oprimidos, assim como ovelhas sem pastor, Jesus se tornara o mestre popular da Palestina pobre.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O NAZARENO AMANTE DOS POBRES

               Partindo da observância do contexto histórico da Palestina do século I, poderemos compreender melhor a razão pelo qual Jesus de Nazaré operara tantos milagres entre o povo como podemos perceber nos escritos dos Evangelhos, principalmente os sinópticos – Mateus, Marcos e Lucas.
            É importante destacar que o local onde Jesus iniciara seu ministério foi a Galileia, onde as pesquisas mostram que nesta área do norte da Palestina se concentravam os lugares mais pobres da região. Estamos tratando de um povo sem alguma esperança em uma vida menos árdua, menos desigual, menos injusta como a destas pessoas que habitavam as vilas, cidades e outras localidades da Galileia. Não é de se estranhar que Jesus de Nazaré tenha começado a operar seus primeiros milagres na região mais pobre de Israel, onde o povo estava desacreditado e sofrendo pela opressão do dominador romano e da pressão religiosa que os excluíam ainda mais. Jesus passa ser visto como a solução imediata para problemas de impotência humana, como as doenças físicas, as possessões e distúrbios corporais.
            Jesus queria de início proporcionar a liberdade mental (dos possessos), a liberdade física (aos deficientes) e a liberdade de vida (dos enfermos). Daí o Nazareno ser visto como aquele que desejava reestabelecer a dignidade das pessoas excluídas pelo poder político opressor e pela religião oficial excludente. Pessoas impuras, castigadas por seus pecados, indignas até de visitação, todas elas rotuladas pelos religiosos, era exatamente para quem Jesus doava seu tempo e sua compaixão, numa missão itinerante, de vila em vila, restituindo a dádiva da vida que estivessem em risco por qualquer motivo.
            A população mais pobre e mais marginalizada pelo Estado e pela Religião Oficial, era em sua maior parte agricultores, que via nas doenças e nos transtornos mentais um sinônimo de mais empobrecimento, incapacidade de manter-se e consequentemente fome e outras crises econômicas. A cura desses entraves para a vida do povo era não só necessária, mas sim altamente desejada e procurada por quem padecia. Daí o perigo constante de serem enganados por falsos milagreiros e curandeiros. A missão de Jesus se centrava em conceder liberdade efetiva a todos oprimidos e excluídos socialmente.
            O Reino de Deus que logo vem, também estava relacionado com a saúde física e mental das pessoas na crença de um Deus que vem em favor dos que sofrem. Num apelo a fé por suas curas entre o povo, Jesus ensinava-os a confiar em Deus e a aceitar a oferta de salvação, que aí incluía a salvação dos males que atingiam o corpo e a saúde, numa espécie de salvação completa. Seguir a esse Jesus entre os pobres implicava viver uma experiência individual que automaticamente geraria a necessidade de testemunhar da graça de Deus, contando aos que encontrasse a cerca da maravilhosa e miraculosa experiência com o Nazareno.

sábado, 18 de maio de 2013

Intimidade com Deus e não prosperidade em Ageu 2.9

    Depois de ter escrito meu primeiro texto sobre incoerências interpretativas bíblicas, tenho uma nova observação que me deparei depois de uma explicação de meu professor de hebraico no Seminário, Professor Marcos Bittencourt. Era uma referência ao texto de Ageu 2.9, muito conhecidos e muito presente  na boca dos pregadores mais exaltados do nosso país. Uma má interpretação causa mais uma vez uma compreensão equivocada do texto bíblico. 

     O profeta falando para o governador de Judá, Zorobabel, quando Israel era dominado pelo governo persa de Dario, ele diz: "A honra desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos."  Muitos pregadores mal intencionados ou um leitor desapercebido irá compreender este trecho como uma palavra de vitória e de prosperidade, mas na realidade a palavra "honra" pode significar uma outra coisa neste texto. Em hebraico seria a palavra "כבד" que além de significar "ele honrou" pode ser "foi pesado, peso" e que muda todo entendimento do que queria dizer o profeta de Deus. 
     Então o texto poderia ser traduzido para português desta forma: "O peso desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos." É incrível como as pessoas extraem esse trecho fora do contexto e aplicam em suas vidas sem ao menos perceberem a que se refere o profeta. O templo que Ageu profetizou e que Zorobabel construiu com o povo era simples demais comparado ao magnífico templo de Salomão e por isso o povo se entristeceu. por causa disso Deus irá confortar o povo dizendo: "Quem há entre vós que tendo ficado, viu esta casa na sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é esta como nada diante dos vossos olhos, comparada com aquela?" Ageu 2:3 Isso é um dado histórico e que mostra o conforto de Deus diante de nossas insatisfações, já que o povo tinha se doado tanto para a construção do templo e se decepcionaram com o resultado, mas para Deus isso não era o importante e que com o templo restaurado estaria restaurada também o relacionamento de Deus com o povo através do templo reconstruído.
      Quando nós restauramos nossa intimidade com Deus, a glória desta nova fase do nosso relacionamento com Ele é maior que antes, pelo menos assim deve ser. Em nenhum momento o profeta irá profetizar prosperidade, vitórias miraculosas ou coisas desse gênero, e sim Ageu profetiza a restauração da intimidade do povo com o seu Deus e isso era o mais importante para quem voltava do cativeiro da babilônia. A honra da segunda casa, ou do nosso novo compromisso de relacionamento com Deus nos traz um novo peso, um peso maior, um peso mais importante, uma responsabilidade nova, assim se fôssemos ser fiel ao hebraico do Antigo Testamento levaríamos mais a sério nossos votos e renovo com Deus.
      Que paremos de impor fala aos textos bíblicos e que deixemos a Palavra de Deus falar conosco, lendo todo o texto e buscando conhecimentos auxiliares para melhor compreensão e principalmente, tomar muito cuidado ao aceitarmos tudo o que os maiores pregadores andam falando nos púlpitos. Amém!

sábado, 16 de março de 2013

Do lixo ao céu: O Urubu mais próximo de Deus

    Iniciei meus estudos sobre religião no Mestrado em Ciências da Religião e escutando de meu professor o comportamento do urubu resolvi fazer esta reflexão apartir disso.
         Este animal apesar de ser uma criatura de Deus como qualquer outra, está sempre associada ao lixo e a carniça. Se eu fizer a pergunta: Urubu em reflexões bíblicas remete a coisas negativas ou positivas? Talvez já por ter feito esta indagação você já tenha se precavido em responder logo, porém ao mesmo tempo você deve ter respondido quase que automaticamente que são sempre coisas negativas. Pois bem, irei propor o inverso. Como podemos tirar bons ensinamentos cristãos do ato de comer carniça do urubu?
            Amados(as) irmãos(ãs), o urubu de fato se aproveita do que imundo para se alimentar, porém você já parou pra pensar que essas coisas imundas no urubu volta a ser vivas através da digestão? O que era imundo a pouco tempo, sem utilidade, agora passa a ter vida dentro de outro ser, então o urubu tem a capacidade de tornar vivas coisas mortas, essa é nossa primeira reflexão. Em Apocalipse 21.5b Deus diz que torna tudo novo novamente: "E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas." Não podemos nós cristãos ajudar em nós mesmos, principamente através do testemunho pessoal, ajudar outras pessoas a saírem do lixo onde não tinham vida e no Espírito Santo revivê-las para Cristo? 
          Apesar de os urubus estarem no lixo, eles não fazem parte do lixo, ao contrário disso, após comerem eles devem começar a voar para que não morram pelo o que acabara de comer. Isso lembra algo? "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." Romanos 12.2. Os Urubus devem entrar em contato com gás ozônio presente na atmosfera, pois isso estimula a produção de enzimas para  processo de digestão, se não assim fosse, morreriam pela próproia comida. Não somos deste mundo, estamos nele para tornar vivas todas as coisa mediante a autoridade dado através do Espírito de Deus. Para que isso aconteça presisamos estar nos mais altos lugares, para que não morramos pelo inevitável contato com as coisas deste mundo, o voar representa se aproximar dos céus, se aproximar de Deus, na presença Dele é que será manifesta toda boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Esta é nossa segunda reflexão.
           Todos os urubus sabem voar, certo? Todos os crentes sabem como se aproximar de Deus, no entanto muitos preferem estar no lixo e ser mortos por ele; outros quando experimentam estar sendo trabalhado por Deus nas alturas, não querem mais voltar para baixo, onde estam tudo que necessita de cada um para tornar a viver; já outros percebem a missão de coragem de descer, buscar o que deve ser refeito por Deus e logo após, sem mais demora, antes de se contaminar, sobem ao encontro do Pai, para que Ele complete sua vontade. Essa é nossa terceira reflexão. Devemos nos ater a não nos contaminar, fazer reviver quem estava morto e não se acomodar com êxtase de sempre estar voando e se esquecer de que precisa-se voltar para continuar a obra de Deus. 
            Em Ezequiel 20.30 a Palavra do Senhor diz: "Portanto dize à casa de Israel: Assim diz o Senhor DEUS: Contaminai-vos a vós mesmos a maneira de vossos pais? E vos prostituístes com as suas abominações?" Ter que descer ao lixo cientes de que precisam de nós para voltar a viver em Deus, é fundamental, mas nunca nos contaminar, sendo achados impuros diante da presença do Pai. Precisamos de propósito, nosso lugar é próximo de Deus, entretanto sabemos para que estamos aqui, para que mais pessoas voltem a vida com um dia ressurgimos entre nossos pecados. "E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia..." Daniel 1.8. Daniel propôs, ou seja , partiu dele a iniciativa de não se contaminar com o que a Babilônia tinha para oferecer, mas ele não quis, mesmo estando lá, não quis viver como eles, mas foi um instrumento de Deus e um exemplo para todos daquele lugar.
             Reflitamos sobre tudo isso e vamos ajudar a trazer para a vida em Cristo novas pessoas que antes eram escravos do pecado. Amém!!
         

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Nem tudo posso mas aquele que me fortalece continua me fortalecendo.

Tudo posso naquele que me fortalece.   Filipenses 4:13

        Agora no Seminário, pago uma disciplina chamada Introdução Bíblica, que consiste em ter alguns conhecimentos prévios sobre as Escrituras fugindo do formalismo da leitura leiga, texto por interpretação. Nesta disciplina aprendemos a não considerar texto isolados e sim dentro de seu contexto. Até parece óbvio isso, mas sempre nos pegamos impondo nossas impressões no texto sagrado, onde deveríamos deixar o texto sagrado nos impor suas impressões.
       Neste contexto, estudamos o texto de Filipenses 4:13. Texto que lido isoladamente concebe-se uma interpretação super-poderosa das ações humanas direcionadas por uma ação sobrenatural. O caso é que muitos pregadores quando desenvolvem sua mensagem em cima de texto como esse, faz a igreja "pegar fogo", não no termo pentecostal da expressão, mas de euforia. Paulo nunca disse que poderíamos ter ou fazer acontecer tudo em todos os momentos porque Deus nos fortalece, como que Deus nos desse tudo que queremos porque somos cheios da unção, ou somos super-homens, com super-poderes sobrenaturais. O fato é que esse versículo se tornou super usado em portas, vidro de carros, pára-choques de caminhões, dentre outros. Assim esta frase: "Tudo posso naquele que me fortalece." se tornou uma frase da sorte, da unção, do poder, do amuleto gospel.
      Se lermos o contexto deste versículo, alguns versos anteriores e posteriores, como do 10 ao 20, entenderemos o motivo de Paulo ter afirmado que podemos tudo naquele que nos fortalece.
  1. Nos versos 10 e 11 o Apóstolo Paulo se alegra mais uma vez porque a Igreja de Filipo se recordara da causa dele para com o Cristianismo, lhe enviando proventos para sua manutenção: "Alegro-me grandemente no Senhor, porque finalmente vocês renovaram o seu interesse por mim. De fato, vocês já se interessavam, mas não tinham oportunidade para demonstrá-lo. Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância." Filipenses 4:10-11 Paulo admite que está passando por um momento difícil financeiramente, mas deixa claro que aprendeu a viver tanto no muito quanto no pouco;
  2. No verso 12, Paulo afirma que já viveu várias situações, boas e ruins, e sabe como é ser rico e como é ser pobre: "Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade." Filipenses 4:12. Tendo comida ou não, estando bem financeiramente ou passando necessidades, Paulo diz que aprendeu o segredo de viver contente mesmo assim. Inspirador!
  3. Agora sim chegamos ao verso 13, onde Paulo diz que tudo ele pode em Deus, que é quem o fortalece: "Tudo posso naquele que me fortalece." Filipenses 4:13. Aqui Paulo continua mostrando-nos que é na tribulação que Deus nos fortalece, e que assim podemos todas as coisas, podemos suportar mais um pouco, podemos parar de murmurar, podemos nos aproximar mais Dele, podemos superar nossas forças. Na tribulação Deus nos fortalece, não nos desampara, e nos concede o favor de poder suportar, de poder orar, de poder ter intimidade com ele mesmo quando achamos que não temos mais força nem pra chorar.
  4. Nos versos 14, 15 e 16, o Apóstolo Paulo retoma os agradecimentos aos filipenses por ter o ajudado não uma vez, mas duas, quando ele precisou e reconheceu que a igreja de Filipo participou junto com Paulo de seus momentos de tribulação, como nenhuma outra igreja: "Apesar disso, vocês fizeram bem em participar de minhas tribulações.Como vocês sabem, filipenses, nos seus primeiros dias no evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja partilhou comigo no que se refere a dar e receber, exceto vocês; pois, estando eu em Tessalônica, vocês me mandaram ajuda, não apenas uma vez, mas duas, quando tive necessidade." Filipenses 4:14-16
  5. Paulo esclarece nos versos 17, 18 e 19 que não está em busca das ofertas das igrejas, porém não despreza a boa vontade dos cristãos de contribuir para suprir as necessidades básicas do Apóstolo, sem querer nada além disso: "Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês. Recebi tudo, e o que tenho é mais que suficiente. Estou amplamente suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. Elas são uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus. O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus." Filipenses 4:17-19
  6. Por fim, apesar de passar de grande tribulação e contar com a ajuda dos irmãos de Filipo, Paulo glorifica a Deus como sempre o fez, não pedindo além do que ele necessita, dando graças a quem lhe ajudou em sua caminhada missionária, e o principal, sempre acreditando que Deus nunca iria deixá-lo mendigar o pão, porém sabia viver contentemente na fartura e na pobreza.
   
       Aqui encerro esta reflexão, como texto de Tiago 1:2-4: "Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma." É na tribulação em que Deus nos fortalece e podemos suportar todas as coisas, pois nossas provações produz perseverança, certeza que estamos no caminho certo, no caminho do Senhor Jesus. Amém!!
     

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Adorem a Deus todos os povos - África e Europa


      Este vídeo gravei numa Igreja Batista em Limuru no Quênia e em Ulstenvik na Noruega. Não importa o lugar sempre será adorado em todas as partes do mundo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Campanha Missão Cidadania - Recife/Pernambuco


              Igrejas Envolvidas: Batista, Católica, Assembleia de Deus, Metodista, Anglicana e Luterana.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Comunication For Changer – C.F.C.

             Embarcamos no Aeroporto Internacional dos Guararapes – Recife ao meio dia e vinte e vinte e oito, fazendo escala no Aeroportos Internacionais de Guarulhos, Joanesburgo – Africa do Sul e Nairobe – Quênia aproximadamente as 16 horas local, sendo 10 horas da manhã no Brasil do dia 29 de outubro. Apos chegarmos ao Quênia pegamos o taxi de um senhor que estava nos esperando acompanhando com a líder de um dos grupos do Quênia chamada Neli. Gastamos duas horas horas de viagem de táxi onde saímos de Nairobe e chegamos à Limuru a aproximadamente as 18 horas, onde fomos recebido de forma calorosa e hospitaleira de todos os outros jovens que participam deste encontro.

            Jantamos com o grupo que ainda estava incompleto, faltando agora apenas os dois jovens de Madagascar, onde ao longo da refeicão fomos apresentados a alguns integrantes do grupo e ao auxiliares de Thomas, na coordenadacão do evento, ressaltando que horas antes o tinha conhecido logo quando cheguei.
            Pela noite tivemos a devocional, de maneira rápida e bem simples, onde cantamos um louvor em inglês muito comum nas igrejas da Noruega, mas que também conhecemos. Após esse momento conversamos mais um pouco para nos conhecermos e daí fomos dormir.

            Os horários no evento são rigorosamente seguido por todos, da hora de se levantar até a hora de ir dormir. No dia seguinte, dia 30 de setembro, após o café-da-manhã saímos para conhecer um pouco a área. Enquanto não chegávamos ao logo onde está sendo depredado, principalmente por causa da cultura de rosas que são plantadas em sua margem e que com isso faz com que seu nível diminua, fotografamos o que podíamos das belezas da fauna e flora africana, encontrando pelo caminho vários animas silvestre dentro de uma área protegida e proibida a interiorização humana.
            Ao vermos o lago, que por sinal é muito lindo, que abriga uma grande quantidade de flamingos, logo após fomos almocar na ONG  YMCA, em seguida retornamos ao nosso local de hospedagem em Limuru. Tivemos um restante de tarde livro para jogar, acessar a internet ou dormir. Pela noite nos reunimos mais uma vez para nosso jantar e a devocional logo em seguida.

            Na devocional vale ressaltar que todo o grupo foi dividido em quatro grupos menores, onde nos espalhamos para refletir o que esperavàmos do encontro, nos perspectivas com as três semanas juntos e sobre algo negativo encontrado pelo grupo. Destaco essa parte da devocional pois foi nela que testei minha fluência no inglês, jà que não tinha ninguém em meu grupo que ao menos entendesse qualquer palavra em português, e  um segundo motivo foi a queda de estigmas e impressões já vinda do Brasil para com os participantes que não o conhecia. Para ser mais claro, digo que esse momento me aproximei ainda mais dos participantes da Noruega, Nicarágua, Madagascar e Quênia.

            Esse foi apenas um relatório do que foi um pouco desses dois primeiros dias aqui no Quênia.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

JESUS, O JUDEU IMPURO - 1ª PARTE


Uma certa mulher indignada por não conseguir a cura de seu problema e por muito gastar e não ver resultados, começa a indagar-se:
- Já faz doze anos que sangro e não tenho nenhum mês de descanso, minhas economias foram gastas e não melhoro.
Esta mulher não se reúne mais no meio do povo, nem frequenta mais o templo já há muitos anos:
- Não posso ao menos ir ao templo orar para que o Deus de nosso pai Abraão me conceda a cura – exclama a mulher indignada com sua situação.
O judaísmo impunha a uma mulher o status de impura, em seu clico menstrual ou se o mesmo se prolongue:
- Meu sangramento constante me inclui em numa ideia de imundície declarada nos textos da Lei de Moisés – pensava consigo a mulher - e não posso nem tocar nas pessoas, pois corro o risco de ser passiva de punição por tonar outras pessoas impuras com o meu toque.  
Certo dia ao ouvir falar de um Rabi que fazia milagres por onde passava, inquietou o seu coração:
- Preciso chegar até ele e de qualquer forma conseguir que me cure – planejava a mulher – nem que ao menos eu o toque.
Mas algo incomodava essa mulher...
- Não posso tocá-lo, eu sou imunda, e se alguém me descobrir posso ser apedrejada no mesmo instante. Mas não posso perder essa oportunidade.
Jesus passava por perto e cheia de medo, aquela mulher se mistura na multidão.
- Preciso chegar perto do Rabi – se comprometia consigo mesma.
A multidão se espremia para ver Jesus e escutá-lo. Até que a mulher consegue chegar perto do Mestre e...
- Estou quase conseguindo tocá-lo, só assim posso ficar curada.
Porém não conseguia, pois todos queriam chegar perto de Jesus, até que ousadamente ela toca a orla da veste de Jesus que fica em baixo e se afasta.
- Estou curada! – grita em seu interior – Apenas com um toque fiquei curada.
Jesus parou de caminhar e pergunta:
- Alguém me tocou? – o Mestre dirigi-se aos seus discípulos.
- Como o Senhor nos faz essa pergunta? Será que não percebes que somos espremidos pela multidão?
E Jesus responde:
- Alguém me tocou, pois de mim saiu poder.
E Jesus sai a procurar a pessoa que tinha o tocado até chegar a mulher que não sangrava mais, porém tremia de medo.
- Mesmo sem sangrar mais, não posso ser descoberta, pois teria que me purificar daqui a sete dias para me tornar pura novamente. – pensava consigo a mulher.
Ao se aproximar daquela mulher amedrontada pelo o que poderia acontecer com ela, antes que Ele falasse algo ela se prostra e declara na frente de todos:
- Mestre! Sei que não poderia ter te tocado, pois tu és santo. Mas há doze anos padeço de uma hemorragia. Gastei tudo o que tinha e não achei a cura. Precisava te tocar, pois só assim poderia ser curada. E ao te tocar sentir que a hemorragia estancara. Não sei o que será de mim agora depois que todos sabem que eu te toquei.
 Após escutar a confissão da mulher, Jesus apenas dirigiu-lhe doces palavras:
- Vai em paz filha, pois quem te curou foi a tua fé.
A mulher ainda estonteante depois de ser curada e de ser protegida pelo Rabi sai e se perde entre aquela multidão.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Intercâmbio Político de Protagonismo Juvenil

            Sou voluntário numa ONG chamada DIACONIA, com sede em Recife-PE, porém tem filiais de ações no Ceará e Rio Grande do Norte. 
         Fui selecionado para representar a juventude brasileira e a Diaconia em setembro no Quênia (três semanas) e em janeiro na Noruega (quatro meses).
         Estarei postando quase que diariamente tudo o que eu viver nesses dois países em todo o período em que eu estiver nos mesmos.

         Espero que gostem. Confiram.

Desde já, grato!

ANDERSON FERNANDO RODRIGUES MENDES 
 

sábado, 18 de junho de 2011

BEM AVENTURANÇAS - PARTE II

   Felizes são os que choram, pois serão consolados. Mateus: 5.4 


         Com certeza você já passou por momentos de acordar triste, levantar da sua cama, descer para tomar seu café da manhã com sua família, e perceber que mesmo junto de tantas pessoas você ainda se sente só, não enxerga ninguém para conversar ou desabafar.
                Quando alguém te machuca, fere a alma, alguém que você gosta muito, ou aconteceu algo no seu trabalho que te prejudicou, ou é aquele relacionamento que insiste em não dar certo - família, amigos, namoro, casamento, etc. - são tantos motivos que podem nos entristecer e abalar nosso emocional.
           Mas sabe qual a garantia do nosso Mestre Jesus para todos nós que passamos por isso? É que sempre que isso acontece para tirar as nossas forças, nós seremos consolados. Por ele? Você já sentiu a presença de Deus num abraço esperado, numa palavra amiga confortadora, num sorriso em meio as lágrimas? São nesses momentos que Ele nos mostra que está cuidando de nós.
              Deus é o único que podemos contar 24 horas por dia, o único que quando o procuramos  ele não nos diz "espera um momento que estou ocupado!" Deus nos escuta até quando não falamos nada. Pois ele escuta o gemer do nosso coração. 
           A duração de nossa tristeza pode nos ajudar a estar mais próximo de Deus. São nesses momentos que vemos a nossa dependência de Jesus. Ele está bem perto de nós todos os dias e não nos damos conta. Mas quando estamos tristes logo nossos olhos se abrem e nossos ouvidos se aguçam. Lembremos sempre que "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã."
Salmos 30:5